Saiba a hora certa para procurar um fonoaudiólogo

Fica a cargo do fonoaudiólogo a promoção da saúde, prevenção, avaliação, diagnóstico, orientação, terapia e aperfeiçoamento dos aspectos fonoaudiológicos da função auditiva periférica e central, da função vestibular, da linguagem oral e escrita, da voz, da fluência, da articulação da fala e dos sistemas miofuncional, orofacial, cervical e de deglutição. 

Muita coisa, não é mesmo? Tantas atribuições e competências revelam quão necessário e estratégico é o trabalho do fonoaudiólogo para a promoção da saúde de pessoas de todas as idades. Ainda assim, por falta de conhecimento ou negligência, muitas pessoas que enfrentam problemas que poderiam ser acompanhados por esses profissionais acabam não buscando o atendimento adequado. 

Pensando nisso, listamos no artigo de hoje sinais importantes que indicam  a hora certa de procurar um fonoaudiólogo. Continue a leitura e saiba mais. 

Problemas de desenvolvimento na fala e linguagem

Espera-se que, até completar o primeiro ano de idade, a criança comece a balbuciar suas primeiras palavras e que ao completar o segundo ano  ela consiga estruturar algumas frases. Esses e outras etapas indicam um desenvolvimento cognitivo e da própria linguagem dentro do esperado. 

No entanto, muitos fatores podem atrasar ou adiantar esse processo, como problemas de audição, deficiências neurológicas, estímulo ao qual a criança está sendo submetida, entre tantas outras questões além  do ritmo próprio de desenvolvimento de cada criança. 

Feitas essas considerações, resta a pergunta: qual a hora certa para procurar um especialista? 

Quanto a isso, vale considerar as fases de desenvolvimento  e, sobretudo, verificar se depois de começar a frequentar a escola, fase em que a criança receberá um super estímulo para desenvolver a fala, a evolução acontece. Percebido algum problema, vale buscar ajuda de um fonoaudiólogo o quanto antes, isso pode ser decisivo no processo de aquisição de fala e linguagem da criança. . 

Dificuldade de deglutir

Você já ouviu falar de disfagia? Basicamente, trata-se de uma dificuldade para deglutir que pode ter como consequência pneumonia por aspiração e a desnutrição. Esse problema está mais comumente associado a quadros como o AVC (Acidente Vascular Cerebral), câncer de cabeça ou pescoço e doenças degenerativas como a doença de Parkinson, a doença de Alzheimer e a esclerose múltipla, por exemplo. O que poucas pessoas sabem é que a disfagia também pode estar presente em bebês como nascimento prematuro, crianças que por alguma razão apresentam algum tipo de comprometimento neurológico e em idosos sem qualquer doença associada fazendo parte do processo de envelhecimento natural das estruturas envolvidas na deglutição. 

Os sinais mais comuns da disfagia e que indicam a necessidade de uma avaliação fonoaudiológica especializada são a ocorrência de tosse e engasgo frequentes durante a alimentação, aumento no tempo de duração das refeições, redução do apetite, emagrecimento e desidratação, febre sem razão aparente e complicações pulmonares de repetição. 

A disfagia pode trazer grandes complicações ao quadro de saúde geral e portanto, uma intervenção rápida e especializada é fundamental. Somente o Fonoaudiólogo poderá garantir uma alimentação segura ao paciente sendo esse trabalho decisivo para que quem sofre de disfagia volte a se alimentar normalmente. 

Rouquidão constante

Apresentar rouquidão com constância, a chamada rouquidão crônica, não é algo natural e precisa ser tratado. Esse tipo de problema pode ter inúmeras causas como gripes, resfriados, alergias e inflamações virais/bacterianas, refluxo faringolaríngeo e até mesmo  o câncer, embora a causa mais comum decorra de uso inadequado da voz em função de esforço exagerado. 

Nesse caso, além de um Fonoaudiológico é importante procurar ajuda médica. O médico Otorrinolaringologista poderá identificar a causa do problema a partir de exames especializados e prescrever o melhor tratamento a partir de medicamentos ou cirurgias. 

A intervenção fonoaudiológica nesse contexto é fundamental e deve ser associada à conduta médica já que o tratamento possibilita a reeducação do uso da voz, mudanças de comportamento e hábitos vocais, a adequada higiene vocal e o treino vocal, propriamente dito, que busca adequar a respiração, ritmo, altura e intensidade da voz. É importante destacar que sem essa mudança de hábitos é muito provável que o problema volte a ocorrer principalmente quando sua causa está associada ao abuso vocal.

Distúrbio de leitura ou escrita

Durante o processo de desenvolvimento da criança um dos maiores desafios envolve o aprendizado da leitura e da escrita. É comum que muitas crianças apresentem dificuldades nesse processo contudo, diante de problemas persistentes é necessário procurar ajuda.

É possível e muito comum que o problema não esteja criança e sim no próprio sistema de aprendizagem e, neste caso, a criança irá precisar de mais atenção e cuidado a fim de superar as dificuldades. Por outro lado, existem problemas relacionados à aprendizagem que demandam um acompanhamento especializado, entre eles a dislexia. 

Qualquer dificuldade de aprendizagem persistente indica a necessidade de procurar um Fonoaudiólogo. É muito importante ter o diagnóstico e acompanhamento de um profissional especializado que realize um trabalho de orientação junto à família e à escola e auxilie a criança a avançar no seu processo de aprendizagem.

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