Como fazer o atendimento correto aos pais de crianças com autismo

O diagnóstico de autismo na infância ou TEA (Transtorno do Espectro do Autismo) pode fazer muitos pais se sentirem perdidos, pois cuidar de uma criança autista pode trazer uma série de dúvidas e insegurança. 

É necessário estar bem informado sobre o autismo e ter ferramentas que lhes permitam abordar o mundo interior da criança para melhor conhecê-la, ganhar sua confiança e poder ajudar. 

Isso porque crianças com  TEA, de modo geral, podem viver isoladas em seu mundinho, não falar muito e apresentarem  dificuldades para socializar com outras pessoas.

Então, como cuidar de uma criança com autismo? Se você tem um filho autista e já teve dúvidas acerca dos cuidados adequados, preparamos algumas dicas neste artigo para ajudar a acabar com as incertezas. Confira!

Obtendo um diagnóstico do autismo

Para saber se o seu filho tem autismo, o primeiro passo é ter a opinião bem clara de profissionais especialistas sobre o assunto. O ideal é que todo o processo diagnóstico seja realizado por uma equipe multidisciplinar envolvendo psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais,  psiquiatras e neurologistas. 

O trabalho dessa equipe de  especialistas é analisar cuidadosamente a maneira como seu filho interage com outras pessoas, se comunica e se comporta. Esse diagnóstico é baseado nos padrões de comportamento observados através do levantamento de uma história clínica detalhada, e observação direta da criança em diferentes contextos como por exemplo, durante a interação com os pais, em casa ou na escola. Os profissionais podem utilizar ainda escalas de desenvolvimento e instrumentos específicos que auxiliem nesse processo. .

O diagnóstico precoce é um ponto fundamental a ser considerado. Ainda que o diagnóstico preciso não possa ser estabelecido antes dos 3 anos, é possível  identificar alguns dos sintomas e características desde as etapas mais iniciais do desenvolvimento da criança. Nesse caso, uma hipótese diagnóstica de TEA pode ser considerada e a criança poderá ser direcionada à uma intervenção específica, contribuindo assim para um melhor prognóstico a longo prazo.

Diretrizes que você pode adotar para ajudar seu filho no dia a dia

Existem muitas estratégias que você pode usar para facilitar o aprendizado, o desempenho e a comunicação do seu filho com autismo

Para começar, lembre-se de que crianças autistas precisam de uma estrutura clara e previsível para entender seu ambiente, portanto:

  • Organize sua casa: principalmente os espaços do seu filho, para que ele saiba o que fazer em cada lugar. Exemplo: você pode colocar a foto do seu filho fazendo uma atividade apropriada na porta de cada área da sua casa (comendo na sala de jantar, assistindo a TV na sala de estar, dormindo na cama dele etc.).
  • Colocar recursos visuais: fotos, desenhos e etiquetas em determinados armários que permitam seu filho conhecer o conteúdo e, dessa forma, favorecer sua independência e autocuidado. Exemplo: rotule as gavetas do armário identificando onde as roupas devem ser guardadas.
  • Envolva seu filho nas atividades diárias da casa: as rotinas são muito importantes para a criança com autismo, pois estimulam a autoconfiança, fazem com que ela se sinta mais confortável em seu ambiente, além de facilitar o aprendizado de certos hábitos e comportamentos sociais. 

    É por isso que é essencial que você estabeleça hábitos diários na vida do seu filho, isso o ajudará a se tornar cada vez mais independente. 

    No começo, você pode começar com hábitos simples, como lavar as mãos antes de comer ou escovar os dentes antes de dormir, e depois seguir para rotinas mais complexas, como pegar seus brinquedos depois de brincar ou arrumar a mesa.
  • Planeje os passeios com antecedência e mostre para o seu filho o local que ele visitará com imagens ou fotos. Vá a lugares facilmente acessíveis e de preferência perto de sua casa, para poder sair e voltar rapidamente se a criança se sentir incomodada.
  • Certifique-se de que seu filho consiga comunicar suas necessidades básicas: sono, fome ou desejo de ir ao banheiro quando sair. Se a criança não tiver linguagem verbal ou gestos, poderá usar imagens e entregá-las quando precisar de algo. Lembre-se de que muitas crianças com autismo têm dificuldade em processar suas sensações, o que as impede de estar em lugares muito cheios. 
  • Ignore os olhares de desaprovação ou curiosidade: fortaleça e esteja preparado para responder de uma maneira respeitosa, mas assertiva, em relação à condição do seu filho e a maneira de como interagir com ele. Lembre-se de que você é o especialista do seu filho, portanto, treine-se para educá-lo (e defender essa educação) antes de qualquer pessoa.

Busque ajuda especializada

É fundamental que os pais de crianças autistas busquem profissionais da área da saúde qualificados e que tenham experiência na área de TEA. Esses profissionais formarão uma rede de apoio e orientação além de atuar diretamente com a criança em processos de intervenção específicos e, dessa forma, auxiliar na aquisição e desenvolvimento de novas habilidades.  Ela deve ser composta considerando as necessidades de cada criança, podendo fazer parte dela:   

  • Neurologista infantil;
  • Psiquiatra infantil;
  • Psicólogo;
  • Fonoaudiólogo;
  • Terapeuta Ocupacional;
  • Fisioterapeuta;
  • Pedagogo. 

O especialista será responsável por avaliar a situação particular da criança e, dependendo do resultado, determinará quais são as diretrizes mais apropriadas que devem ser seguidas. 

Lembre-se: cada criança exige um tipo de acompanhamento específico e individualizado, que demanda a participação dos pais, de familiares e de uma equipe profissional multidisciplinar. 

Portanto, o que funciona bem com alguns não funciona da mesma forma com os outros, certo?

Encontre um profissional especializado. Quando o atendimento é feito corretamente, maiores serão as possibilidades de melhora, qualidade de vida e independência da criança! 

Referência:

https://www.acessa.com/saude/arquivo/noticias/2017/08/29-psicologa-orienta-como-pais-podem-ajudar-filhos-com-autismo/

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